Hospital do Servidor precisa de doadores de sangue

Os estoques do Banco de Sangue do Hospital do Servidor Público Estadual estão em baixa, necessitando de doadores. Em julho, por causa das férias escolares, as doações atingem os pontos mais baixos, mas a utilização de sangue e derivados permanece a mesma. Cada doação pode salvar até quatro vidas.

A doação é simples e rápida. Os pré-requisitos são: estar saudável, ter entre 18 e 65 anos, dormir bem durante a noite, ter peso igual ou superior a 50 quilos. É necessário também estar alimentado e apresentar um documento de identidade.

Não podem doar sangue pessoas que estejam gripadas, com febre ou qualquer outro tipo de infecção. O mesmo se aplica aos usuários de drogas e pessoas alcoolizadas.

O voluntário passa por uma entrevista, e o sangue doado é submetido a exames sorológicos e de mensuração de pressão, pulso e teste de anemia. É feita também sua tipagem sangüínea. Todo o material utilizado é estéril e descartável.

Da Assessoria de Imprensa do Iamspe

SERVIÇO
O Banco de Sangue do Hospital do Servidor Público Estadual fica na Rua Pedro de Toledo, 1.800, capital. Funciona de segunda a sexta-feira, das 7h15 às 18 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 7h15 às 17 horas. Mais informações, pelo telefone (11) 5088-8249

Educação define matrícula antecipada para estudantes do ensino fundamental

Escolas estaduais e municipais podem ser procuradas pelos pais ou responsáveis de 27 de agosto a 29 de setembro para efetivar matrícula de alunos da 1ª a 8ª série

A Secretaria de Estado da Educação definiu o período de 27 de agosto a 29 de setembro para matrícula antecipada de alunos do ensino fundamental (1ª a 8ª série). Em parceria com os 645 municípios paulistas, a secretaria possibilitará que os alunos que estão fora de escolas públicas possam já neste ano garantir as vagas para 2009.

As definições foram publicadas no Diário Oficial do Estado. Os pais ou responsáveis devem se dirigir a qualquer escola pública estadual ou municipal (ensino fundamental ou médio) para inscrever os alunos. Os que já estão em rede pública têm matrícula automática. Além de facilitar as inscrições, a matrícula antecipada tem o objetivo de auxiliar a pasta no planejamento para atendimento de toda a demanda na rede para o ano letivo de 2009.

Durante este cadastramento todas as escolas estaduais e municipais serão transformadas em postos de cadastramento – os pais ou responsáveis podem ir a qualquer unidade e indicar a que preferem para o seu filho, o que será avaliado por Estado e municípios.

A matrícula antecipada é válida para qualquer criança ou adolescentes a partir de seis anos (completos ou a completar até o fim de 2008), que cursam o ensino infantil ou que estão fora da rede estadual e municipal. A partir dos 15 anos, os interessados podem se inscrever na alternativa Educação de Jovens e Adultos (EJA) direcionada ao ensino fundamental.

Para que as informações sejam precisas é aconselhável a apresentação de certidão de nascimento ou RG do aluno e comprovante de endereço. De outubro a novembro deste ano serão organizados os dados de demanda e oferta de vagas, com responsabilidades compartilhadas entre Estado e municípios, além de efetivada cada matrícula.

As relações com os nomes de todos os alunos de 1ª série serão divulgadas nas escolas públicas a partir de novembro. Além das listagens, a Secretaria da Educação enviará correspondência para os inscritos que não fizeram pré-escola na rede pública, ou seja, que vieram de pré-escola particular em 2008, ou para os que não freqüentaram escola em 2008.

Informatização – No momento da matrícula o registro dos alunos será on-line no Sistema de Cadastro de Alunos do Estado de São Paulo, com a emissão automática de comprovante. Para o caso de problemas de conexão será preenchida uma ficha cadastral, posteriormente incluída no sistema.

O sistema de informações da Secretaria da Educação permite que, antes do final de cada ano, a rede de ensino municipal e estadual consiga estimar sua demanda para o ano seguinte e fazer um planejamento mais adequado ao atendimento.

O sistema é fundamental para efetivar o Programa de Matrícula Antecipada, que acabou com o problema de enormes filas em frente às escolas no início de ano letivo. Antes do surgimento do programa, os alunos se matriculavam em mais de uma escola e, no início do ano letivo, ao optarem por uma delas, não informavam as outras de sua desistência. Estas mantinham, portanto, o registro de sua matrícula. Nesses casos, a vaga, além de restringir a oportunidade de acesso a candidatos naquela escola específica, distorcia o cálculo da demanda real do ensino público.

Da Assessoria de Imprensa da
Secretaria de Estado da Educação

Metrô e CPTM: mais trens reduzem o tempo de espera

O Metrô e a CPTM estão ampliando seus serviços. Desde ontem, as Linhas 1-Azul (Jabaquara–Tucuruvi) e 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda), do Metrô, ganharam reforço de novas composições nos chamados horários de “vale” (das 9 às 16 horas e das 20h30 às 23h30). A iniciativa tem o objetivo de melhorar o conforto para os usuários com a realização de mais viagens e incentivar o uso do sistema fora dos horários de pico.

Na Linha 1-Azul , entre 9 e 16 horas, são 34 trens em circulação ante os 32 programados anteriormente. Isso permitirá eduzir o intervalo entre os trens de 147 para 140 segundos. Por conta da mudança, serão mais 15,4 mil lugares nesse período. À noite, entre 20h30 e 23h30, no chamado “horário dos estudantes”, serão programadas 29 composições, ao invés das 26 atuais. A mudança vai gerar uma redução de 10 segundos no intervalo médio, passando de 155 para 145 segundos. Serão mais 3,4 mil lugares no período.

A operação comercial na Linha 3-Vermelha, no período entre 9 e 16 horas, contará com 30 composições (eram 28). O intervalo médio entre trens cairá para 133 segundos, redução de 10 segundos em relação ao programado anteriormente. Essas melhorias vão garantir mais 18,7 mil lugares. No horário noturno, das 22 às 23 horas, será colocado mais um trem à disposição dos usuários, chegando a 29 composições. O intervalo médio baixará de 151 para 143 segundos. Com essas alterações, serão oferecidos mais 1,8 mil lugares.

O Metrô, que transporta 3,3 milhões de usuários por dia, tem, em média, 35% de sua demanda entre 9 e 16 horas, e 9% entre 20h30 e 23h30.

Menores intervalos – Também a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) reduz, pela segunda vez neste ano, os intervalos entre os trens fora dos horários de pico (8h30 às 17 horas), inclusive aos sábados, domingos e feriados.

Nas Linhas 9-Esmeralda (Osasco–Grajaú) e 11-Coral, no trecho entre Luz e Guaianases, o tempo de espera nas plataformas cairá de 10 para 8 minutos, nos dias úteis e sábados, representando um aumento de 20% na capacidade de transporte nesses períodos. Os intervalos da Linha 9 também caem aos domingos, das 8 às 18 horas: de 16 para 10 minutos.

Na Linha 8-Diamante (Júlio Prestes–Itapevi), os intervalos foram reduzidos de 12 para 10 minutos, das 8h30 às 17 horas, nos dias úteis. Aos sábados, das 8 às 13 horas, o tempo de espera diminui de 15 para 10 minutos, e das 13 às 20 horas, de 15 para 12 minutos.

Já na Linha 10-Turquesa (Luz–Rio Grande da Serra) os intervalos passaram a 12 minutos (antes eram de 15 minutos), das 5 horas às 22h30, aos sábados.

O tempo de espera foi reduzido de 12 para 10 minutos, das 5 horas às 19h30 aos sábados, no trecho entre Guaianases e Estudantes, na Linha 11-Coral.

A primeira redução se deu em janeiro, quando a oferta de lugares foi ampliada, nas seis linhas do sistema, entre 12% (dias úteis) e 34% (domingos e feriados).

Da Assessoria de Imprensa do Metrô
Da Assessoria de Imprensa da CPTM

Fundação Casa de Sorocaba promove curso de garçom

A Casa Dom Luciano de Almeida, em Sorocaba, realizou em julho o curso profissionalizante de garçom, destinado a adolescentes que cumprem medida socioeducativa. A iniciativa resultou de parceria entre essa unidade da Fundação Casa, a prefeitura de Sorocaba, a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho e a Universidade do Trabalhador (Unit). O curso de 30 horas foi seguido por 17 jovens. Foi a primeira turma com aulas realizadas na própria unidade.

As aulas foram ministradas pelo especialista em gastronomia, Marco Antônio da Silva Penteado, formado pelo Centro de Formação e Hotelaria de Águas de São Pedro do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e 1ª Escola Le Cordon Bleu, na França. De acordo com o professor Marco Penteado, o objetivo era passar aos jovens noções do servir, preparando-os para disputar uma vaga na área. A cidade de Sorocaba tem grande demanda de serviços de bufê e carece de mão-de-obra qualificada.

Da Assessoria de Imprensa da Fundação Casa

Nova grife Daspre oferece artesanato de qualidade produzido por detentas

Uma linha diferenciada de artesanato, de boa qualidade e criativa, é produzida pelas reeducandas do Estado de São Paulo. A grife Daspre, lançada no dia 25 de julho pela Secretaria de Administração Penitenciária e Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel (Funap), começou com o treinamento de 12 presas da Penitenciária Feminina Sant’Ana, na capital, para a produção de caixas de presente decoradas. As primeiras participantes do curso tiveram sua formatura realizada no lançamento da grife, em cerimônia na unidade prisional.

As sentenciadas de outras unidades também serão capacitadas para a produção de peças artesanais, com a preocupação de manter o mesmo padrão de qualidade. Para a comercialização dos objetos, foi feita uma parceria com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) visando à exposição e venda em algumas das estações no final do ano. Será possível também encontrar os trabalhos da Daspre na loja Do lado de lá, de propriedade da Funap.

As caixas de presentes, o primeiro item produzido pela grife, têm formatos diferenciados. São produzidas com base de papel paraná (mais rígido e resistente), forradas em tecido e decoradas com rendas, fitas, miçangas e outros enfeites decorativos. Este e os demais cursos de artesanato realizados em unidades femininas do Estado integram o selo Detentos que trabalham – uma nova chance, que engloba tudo que é produzido nas oficinas laborais do Estado. O aprendizado demora cerca de dois meses.

Após a certificação, as detentas interessadas em continuar se tornam aprendizes e passam a integrar as oficinas de treinamento, por quatro meses, ganhando R$ 80 mensais. Passado esse período, são contratadas pela Funap por um salário mínimo por mês.

Técnicas variadas – A maior parte da formação em técnicas artesanais oferecida às internas é ministrada por 20 mulheres da própria unidade, contratadas pela fundação, que fornece também todo o material – linhas de crochê, barbantes, glitter, fitas, tintas, pincéis, panos de prato, papel e cola.

As técnicas artesanais são mais variadas: reciclagem com garrafas PET; trabalhos com pintura em tecido; roupas de cama e adereços em crochê; bordados com pedrarias; confecção de brinquedos; encapamento de cadernos em tecido; origami e caixas de presentes. No total, 274 reeducandas trabalham com artesanato, além de outras 102 em fase de aprendizagem nos cursos. Mesmo sem receber pela produção (enquanto não há venda dos produtos), elas se declaram satisfeitas por trabalhar.

“Outra vantagem para as presas artesãs é que, a cada três dias trabalhados, um é reduzido do total da pena, conforme determina a lei. Além disso, saem do cárcere com uma profissão e com a oportunidade de reinserção na sociedade de cabeça erguida”, observa a diretora substituta de trabalho, Márcia Cataldo.

Da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária

SERVIÇO
A loja Do lado de lá comercializa produtos produzidos por reeducandos em penitenciárias do Estado
Endereço: Rua Dr. Vila Nova, 268 – Vila Buarque – capital
Funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas
Telefone (11) 3150-1087

Olimpíadas de Pequim, Jovem descoberto pelo Navega São Paulo participará

Na época das Olimpíadas de Atenas, o garoto Nivalter Santos ainda fazia malabarismos nos semáforos da cidade de São Vicente, na Baixada Santista. Adolescente pobre da periferia, então com 16 anos, nem passava pela sua cabeça tornar-se um grande esportista. Mas, hoje, ele embarca para Pequim como integrante da delegação brasileira que vai disputar os Jogos Olímpicos. Será um dos dois atletas da equipe de canoagem. “As Olimpíadas são um sonho antigo. Desde que entrei na canoagem e vi que poderia chegar mais longe, já comecei a treinar pensando nelas”, declara Nivalter.

A mudança no rumo da vida do atleta ocorreu logo depois dos Jogos Olímpicos de 2004 e contou com a contribuição decisiva do Projeto Navega São Paulo, desenvolvido pela Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo. Pedro Sena, treinador da seleção brasileira de canoa olímpica, destaca que a instalação de um núcleo do Navega São Paulo em São Vicente foi determinante para o sucesso de Nivalter, pois possibilitou que ele tivesse barco e remo de competição para se desenvolver. Isso porque na Associação dos Funcionários da Cosipa (AFC), local em que o jovem deu os primeiros passos no esporte, só havia equipamentos de recreação.

Nivalter conheceu a canoagem a convite de um amigo. Na época, morava num conjunto da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) ao lado da AFC. O garoto participou do primeiro mês de aulas e desapareceu, pois não tinha dinheiro para bancar as mensalidades, que custavam R$ 20,00. Voltou pouco tempo depois, por insistência e com a ajuda financeira do treinador Sena, que enxergava nele um talento promissor. Na ocasião, o Navega São Paulo também iniciava suas atividades em São Vicente, isentando os participantes do pagamento de mensalidades.

Medalhas e sonhos – “Não fosse o Navega São Paulo, com os novos equipamentos, ele nem poderia ter participado da seletiva nacional para formação da equipe brasileira permanente”, lembra Sena. Essa triagem, que ocorreu três meses depois de o garoto retornar às aulas de canoagem na AFC, garantiu uma vaga na seleção. A partir daí, começou a treinar em São Bernardo do Campo, conquistando títulos e marcas importantes.

Em 2005, ele venceu o Campeonato Sul-Americano, categoria júnior, classe C1 (prova individual) 1.000 metros. No mesmo ano, participou do Mundial Júnior, na Hungria, onde obteve a 23ª colocação. Em 2006, competiu em dupla no Mundial Sênior, também na Hungria. Nos Jogos Sul-Americanos, realizado nesse mesmo ano, na Argentina, conquistou quatro medalhas: uma de ouro (no C1 500 metros), duas de prata e uma de bronze (as três últimas em dupla). Nos Jogos Pan-Americanos, em 2007, no Rio, ficou com a medalha de bronze.

Neste ano, Nivalter obteve medalha de ouro na classe C1 200 metros, no Campeonato Pan-Americano de Canoagem Velocidade, realizado em Montreal, Canadá. A de prata, na mesma competição, obtida no C1 500 metros, garantiu sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim. Além disso, numa das etapas da Copa do Mundo, realizada na Polônia, alcançou o 8º lugar no C1 500 metros. Em outra etapa, na Alemanha, chegou em 5º lugar no C1 500 e C1 200 metros.

Sua especialidade é a canoa olímpica, classe C1, em que o atleta permanece com um dos joelhos num apoio. O treinador Pedro Sena explica que, por ter iniciado no esporte com quase 17 anos, Nivalter não teve todos os fundamentos de base de um canoísta (que, nessa modalidade, começa geralmente aos 12 anos). Nem por isso ele esconde que o sonho é se tornar um campeão olímpico. Agora, em Pequim, Nivalter colocou como meta estar entre os finalistas. E, com a experiência que espera ganhar nestes Jogos, poder brigar por uma medalha nas Olimpíadas de 2012.

Caminhão da mudança – Para o Navega São Paulo, Nivalter é uma referência – mas não pelo fato simplesmente de ter se tornado um atleta de ponta. O foco do projeto não é formar campeões. O objetivo, segundo a gerente do Navega São Paulo, Mônica Doll Costa, é, por meio do incentivo aos esportes náuticos (canoagem, remo e vela), propiciar o resgate social a jovens de famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social. E esse propósito, pelo menos no caso do Nivalter, o projeto tem alcançado, segundo Mônica.

O atleta nasceu em Sergipe. Filho de pescador, cedo teve contato com água e canoas. “Tinha vez que não dava para ele ir pescar e eu ia sozinho, com a canoinha”, lembra. A separação dos pais atrapalhou seus estudos. E, hoje, ele cursa a primeira série do ensino médio. A vinda para a Baixada Santista foi aos 14 anos. A mãe chegou primeiro, em busca de trabalho. Depois, mandou buscar os filhos. “Vim sozinho, junto com o caminhão da mudança”, recorda-se o atleta. Hoje, todos moram juntos: a avó, a mãe, Nivalter, duas irmãs e dois sobrinhos (nascidos em São Vicente).

Nesses quase quatro anos de dedicação ao esporte, o canoísta conta que não chegou a realizar outro tipo de atividade para se manter. A mãe, que trabalha como doméstica, “sempre me ajudou para eu conseguir realizar o meu sonho. E também o dela, que é comprar uma casa”. Por enquanto, uma
das aquisições do rapaz é um Gol 1999, comprado em 48 prestações. “Parece uma Bíblia”, diz aos risos sobre o carnê grosso, “as prestações não acabam nunca”.

A maior dificuldade para atletas de esportes não tão conhecidos, como a canoagem, é a falta de patrocínio, afirma Nivalter. “Quando tem uma competição importante, sempre aparece apoio. Mas, depois que acabam esses campeonatos, as pessoas que estavam do seu lado desaparecem, e você fica sozinho”. Atualmente, Nivalter recebe apoio da Confederação Brasileira de Canoagem, Porsani Embalagens e Universidade Metropolitana de Santos (Unimes).

Paulo Henrique Andrade
Da Agência Imprensa Oficial

Fuvest: pedido de isenção de taxa vai até 10 de agosto

As inscrições para isenção da taxa do vestibular da Fuvest de 2009 vão até o dia 10 de agosto. A Universidade de São Paulo (USP) oferecerá até 65 mil isenções. Para concorrer, o candidato deve comprovar renda mensal máxima de R$ 498 por pessoa da família e ter cursado o ensino médio em escola pública do Estado de São Paulo. As inscrições serão feitas pela Internet, no site da Fuvest. Os documentos que comprovam a situação declarada pelo candidato deverão ser entregues nos dias 9 ou 10 de agosto, das 8 às 17 horas, nos locais relacionados no edital, também disponível no site.

Inscrições: www.fuvest.com.br

Novas Fatecs abrem inscrições ao vestibular

A partir do segundo semestre, mais seis municípios do Estado – Bauru, Bragança Paulista, Catanduva, Franca, Lins e Mogi das Cruzes – terão ensino superior tecnológico gratuito e de qualidade, oferecido pelas Faculdades de Tecnologia (Fatecs). Essas novas unidades terão um calendário especial para o vestibular, com 460 vagas.

Os cursos oferecidos são Saúde – modalidade Projetos, Manutenção e Operação de Aparelhos Médico- Hospitalares (Bauru), Informática – modalidades Gestão Financeira e Gestão da Produção Industrial (Bragança Paulista), Eletrônica – modalidade Automação Industrial (Catanduva), Gestão da Produção de Calçados (Franca), Informática – ênfase em Banco de Dados e Redes de Computadores (Lins), Redes de Empresas, Associativismo e Cooperativismo no Agronegócio (Mogi das Cruzes). A inscrição será feita exclusivamente pela Internet. Nas seis cidades haverá postos de apoio para inscrição com computador disponível para quem não tem acesso à rede. A taxa de inscrição é de R$ 70, e o exame está previsto para o dia 24 de agosto.

Inscrições:
www.vestibularfatec.com.br, até as 14 horas do dia 8 de agosto
Informações: (11) 3471-4103 (capital e Grande São Paulo) / 0800 596 9696 (demais localidades)

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto fará transplante de pâncreas e rim

Os primeiros pacientes a serem atendidos em 2009 deverão ser diabéticos dependentes de insulina e com falência renal

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP) foi credenciado pelo Ministério da Saúde para a realização de transplantes de pâncreas. A perspectiva é iniciar as atividades em 2009, com transplantes duplos de rim e pâncreas. “Os primeiros pacientes atendidos deverão ser diabéticos dependentes de insulina e com falência renal”, anuncia o médico-cirurgião José Sebastião dos Santos, professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). Divulgado em maio, o credenciamento do HCRP é resultado de um processo iniciado há aproximadamente dois anos, pelas equipes das especialidades de cirurgia digestiva, urologia, nefrologia e endocrinologia. Segundo o professor, as futuras adequações exigidas pelo Ministério da Saúde e o desempenho do serviço permitirão também a realização de mais duas modalidades de transplantes de pâncreas. “Após desenvolver a primeira fase do transplante de pâncreas junto com rim, poderemos obter a autorização para realizar o transplante de pâncreas em quem já recebeu o rim e, finalmente, solicitar o credenciamento para o transplante de pâncreas isolado”, explica Santos, acrescentando: “É importante enfatizar que esse tratamento é mais uma alternativa para pacientes diabéticos dependentes de insulina”.

De acordo com o médico, a utilização inadequada de insulina ou o seu efeito insuficiente provoca lesões sistêmicas e irreversíveis no paciente, depois de um período estimado em dez ou 15 anos. “O rim sofre lesões e pára de funcionar”, ressalta. “Dessa forma, os pacientes com insuficiência renal e diabetes podem se beneficiar do transplante duplo (rim e pâncreas) e então, nos casos bem-sucedidos, ficarem livres da diálise e da insulina”, esclarece.

Intervenções – As três modalidades de transplante de pâncreas serão implementadascom o apoio da Unidade de Transplante Renal do HCRP de maneira gradativa. Segundo o professor, a experiência acumulada do serviço de transplante renal será fundamental para a viabilização do transplante conjugado de rim e pâncreas. “A nossa expectativa é que, estabelecida esta fase e dependendo dos resultados, possamos realizar o transplante de pâncreas pós-rim”. Nesta segunda modalidade, serão atendidos os pacientes diabéticos transplantados de rim, dependentes das aplicações de insulina.

Na terceira fase, o objetivo é introduzir o transplante de pâncreas isolado para o diabético jovem dependente de insulina. “Este transplante, quando bem-sucedido, evita as complicações que podem ocorrer no paciente diabético crônico, tipo insuficiência renal, retinopatia, lesões vasculares e
nervosas”, afirma Santos. Antes de iniciar a realização dos primeiros transplantes duplos de rim e pâncreas, a equipe responsável pelas intervenções fará a identificação dos pacientes diabéticos, dependentes de insulina e que aguardam na fila de espera do transplante renal no HCRP. “Estes dados ainda precisam ser obtidos para que sejam relacionados os possíveis candidatos para o transplante duplo”, aponta o professor.

Da Agência USP

Com radiocirurgia, HC trata câncer com precisão sem afetar tecidos adjacentes

Tratamento é aplicado em dose única, oferece menos risco ao paciente e é mais eficiente e preciso na cura da lesão

Dois pacientes com câncer, tratados no Serviço de Radioterapia do Hospital das Clínicas (HC), foram submetidos a radiocirurgia, nova técnica de radioterapia que permite ação mais concentrada sobre o tumor, sem atingir os órgãos adjacentes. É o primeiro procedimento de radiocirurgia num hospital público do Brasil. O trabalho é desenvolvido em parceria com o serviço de Neurocirurgia do HC da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Simone Corrêa, 44 anos, de Osasco, na Grande São Paulo, foi a primeira doente a passar pela intervenção no HC. É divorciada, mãe de um filho e portadora de meningioma (tumor cerebral benigno). Ela conta que o principal sintoma da moléstia era a turvação visual uma vez por semana,
durante 30 minutos. Em 2005, fez cirurgia de ressecção parcial do tumor. “Naquela época, não retiraram todo o tumor porque se localizava em volta de uma artéria. Se a radiação atingisse esse órgão eu poderia morrer ou ficar cega”, conta.

Agora em julho passou pela radiocirurgia para eliminar totalmente a lesão de forma precisa. A paciente teve alta em 24 horas. Dois dias após, retornou ao trabalho. Diz levar a vida normal e não sente nenhum desconforto. O neurologista Evandro Souza, da equipe que a operou, explica que os
sinais de cura total do meningioma serão nítidos em cerca de dois anos. É considerado avanço, porque muitos médicos acreditavam que a moléstia não respondia a tratamentos convencionais.

Ataque preciso – “A radiocirurgia, agora presente no HC, supre uma deficiência dos hospitais públicos do Estado de São Paulo em relação aos privados”, comenta o superintendente José Manoel Camargo Teixeira.

Ele diz que com a nova tecnologia, o HC atenderá melhor os pacientes e disseminaránovos conhecimentos nessa área da Medicina, já que o hospital está vinculado à Faculdade de Medicina.

O procedimento é realizado pela combinação de dois equipamentos: um acelerador linear (que serve para tratar diversas outras doenças) e um sistema que permite a localização precisa do tumor. Os aparelhos pesam mais de uma tonelada, são importados da Alemanha e custam cerca de US$ 1,6 milhão.

Enquanto na radioterapia, a dose de radiação é fracionada em várias etapas, na radiocirurgia a dose é única e oferece menos risco. Outras vantagens: não se abre o crânio do doente e não provoca queda de cabelos. É indicada para radiar lesão pequena, de até 4 centímetros e de difícil localização, causada por malformação arteriovenosa inoperável, meningioma, metástase cerebral, cânceres e algumas doenças benignas.

Para chegar com precisão ao local exato do tumor, os médicos, físicos e demais especialistas fazem cálculo de computação com fusão das imagens obtidas nos exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Outras doenças – A radiação dura no máximo um minuto. No caso de metástase, a cura total da lesão será visível após seis semanas da intervenção. Esse prazo pode variar, conforme as características da doença.

No futuro, a equipe do serviço de radioterapia do HC planeja usar a radiocirurgia para tratar dor, tumor medular, problemas psiquiátricos como transtorno obsessivo compulsivo, movimentos anormais e epilepsia.

A expectativa é atender dois a três pacientes por dia, provenientes dos institutos do complexo HC. Isso representa capacidade máxima de 40 radiocirurgias por mês.

Em julho, o Serviço de Radioterapia do HC também fez reformas no serviço de radiologia, desde o sistema de esgoto até o ar condicionado, e adquiriu novos equipamentos, como um tomógrafo exclusivo para o setor. A Radioterapia faz 185 atendimentos por dia.

Ao todo, a Fundação Faculdade de Medicina, que administra a FMUSP, e o governo do Estado de São Paulo, investiram quase R$ 4 milhões no setor.

Viviane Gomes
Da Agência Imprensa Oficial

Theatro São Pedro abre as portas para a Música de Câmara de 1 a 9 de agosto

De 1º a 9 de agosto, o Theatro São Pedro será palco da primeira edição do Oferenda Musical – Festival Internacional de Música de Câmara em São Paulo. Durante nove dias, o evento promovido pela Secretaria de Estado da Cultura reunirá músicos brasileiros e estrangeiros, alunos da Universidade Livre de Música (ULM) e o Conservatório de Tatuí, para uma vasta programação que seguirá, no dia 5 de agosto, para a cidade de Tatuí, interior paulista.

Concertos com várias formações instrumentais; ensaios, bate-papo entre convidados e platéia, apresentação musical para o público infantil e aulas (masterclasses) para estudantes, com orientação técnica dos concertistas, farão parte do programa. Obras de grandes compositores nacionais e internacionais – Wolfgang Amadeus Mozart, Frans Schubert, Johannes Brahms, Piotr Tchaikovsky, Osvaldo Lacerda (que terá sua obra homenageada no festival), Alberto Nepomuceno e Dorival Caymmi, entre outros – serão apresentadas ao público por instrumentistas com larga experiência em música de câmara.

De acordo com Alex Klein (oboísta, idealizador e diretor artístico do evento) o festival abrirá novas perspectivas para os jovens que querem trabalhar com esse gênero musical. “Há muita gente interessada nesta área. Além disso, o festival pretende recuperar a comunicação artística entre o músico e seu público.

Então, apresentaremos um repertório íntimo e especial, que atrairá um espectador ávido por esse tipo de experiência. Mas as portas também estarão abertas ao público que deseja alcançar essa maturidade cultural”, acrescenta.

Para Henrique Autran Dourado, diretor executivo do Conservatório de Tatuí, para onde segue o festival, a Oferenda Musical é a semente de um novo horizonte para a música de câmara, tão importante para a formação dos músicos e que está pouco presente no dia-a-dia das pessoas. “Estimular a criação de grupos, a freqüência a concertos camerísticos e desenvolver o espírito de conjunto com o perfil de solista que somente pequenos conjuntos proporcionam só tem a somar para nossos músicos”, considera.

Vasta programação – Além da presença de Alex Klein, o festival terá a participação de músicos estrangeiros e brasileiros. Entre eles, destacam-se o violinista israelense Shmuel Ashkenasi, o pianista baiano Ricardo Castro e a cantora Jussara Silveira, que interpretará músicas de Dorival Caymmi.

Um concerto intitulado Recreio Musical, dedicado ao público infantil, será apresentado sábado (2), no Theatro São Pedro. No repertório, a obra do compositor brasileiro Osvaldo Lacerda. No dia 5, o concerto será no Conservatório Musical de Tatuí, onde as crianças terão oportunidade de ouvir interpretações de Lacerda para as músicas Carneirinho, carneirão, A canoa virou, entre outras composições. As masterclasses serão dia 2, em dois horários, às 10 e às 14 horas, para os alunos da ULM. Durante o evento, haverá um bate-papo entre músico e platéia, 30 minutos antes do concerto. Intitulado Prelúdio, os convidados falarão sobre a profissão de camerista, darão um apanhado geral da história da música de câmara no Brasil; apresentarão a biografia do compositor Osvaldo Lacerda, entre outros temas.

Escola de música – Em Tatuí, as masterclasses terão entrada franca e serão ministradas a partir das 14 horas, nas dependências da escola de música. Estão programadas aulas técnicas de oboé (com Alex Klein), violino (com Daniel Guedes), viola (com Marcelo Jaffé), violoncelo (com Antônio Lauro Del Claro), piano (com Ricardo Ballestero) e fagote (com Catalina Klein).

O concerto do dia 5, às 20 horas, terá na abertura o Trio para piano, oboé e fagote, opus 43, de Francis Poulenc (1899-1963), com participação de Alex Klein (oboé); Catalina Klein (fagote) e Ricardo Ballestero (piano). Os músicos Daniel Guedes e Gabriela Queiroz, (violinos); Marcelo Jaffé (viola). Fábio Presgrave, (violoncelo), e Sérgio Oliveira (contrabaixo) executarão Suíte antiga, de Alberto Nepomuceno (1864-1920).

Souvenir de Florence, em ré menor, opus 70, de Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893) será apresentada por Gabriela Queiroz e Ronaldo Sarmanho (violinos), Marcelo Jaffé e Daniel Guedes (violas), e Antônio Lauro Del Claro e Fábio Presgrave (violoncelos).

De onde vem o nome

Música de câmara é aquela executada por qualquer formação com número pequeno de instrumentistas. Originalmente, era destinada a ser executada em pequenas salas, ou câmaras, espaços íntimos reservados dos castelos da nobreza. Em 1747, após encontro com o rei da Prússia, Frederico II, o Grande, o compositor Johann Sebastian Bach ofereceu ao monarca uma obra diferente em sua concepção e nível artístico: a Oferenda musical. Desde então, ela cruza
os séculos, cultivada e preservada pelos apaixonados por esse gênero musical.