Emissões veiculares são as principais fontes de formação de ozônio

Estudos realizados na USP mostram que uso de combustíveis mais limpos reduziria em 43% as substâncias responsáveis pelo nível de ozônio

Pesquisa do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), realizada com amostras de emissões veiculares colhidas em túneis da cidade de São Paulo, confirmou que as substâncias dessas emissões são as maiores responsáveis pelo excesso de ozônio registrado na região metropolitana de São Paulo. Os estudos mostraram também que a gasolina utilizada no Brasil é ainda mais nociva nesse aspecto do que as mais limpas (como a usada no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos) e o etanol.

A pesquisa revelou que uma alta taxa de ozônio nas camadas baixas da atmosfera (troposfera) causa ou agrava doenças respiratórias e alérgicas – como rinite, otite, amidalite, sinusite, bronquite e pneumonia. O nível considerado seguro pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) é de 160 microgramas do gás por metro cúbico de ar, por uma hora de amostragem. Na cidade de São Paulo, medições feitas em 2004 chegaram a indicar mais de 200 microgramas por metro cúbico de ar, considerado nível de atenção pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para avaliar qual o grau de responsabilidade dos gases emitidos pelos veículos na formação do ozônio, a química Leila Droprinchinski Martins realizou, em parceria com pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Química (IQ) da USP, coletas de ar nos túneis Jânio Quadros e Maria Maluf, em diferentes períodos do ano de 2004. “Os túneis foram escolhidos por serem locais fechados, onde era maior a probabilidade de que os gases encontrados viessem das emissões veiculares. E diferentes estações no ano foram pesquisadas porque a reação de formação do ozônio é intensificada pela maior presença da radiação solar”, explica a pesquisadora.

Modelo matemático – As amostras foram levadas ao laboratório, onde passaram por cromatografia (técnica de separação de misturas), para que os gases presentes fossem identificados. Foram encontrados quase 40 compostos diferentes. Em um modelo matemático sistematizado em programa de computador, a pesquisadora inseriu as informações coletadas, dados de análise de combustíveis feitos em estudos anteriores, informações da literatura sobre emissão evaporativa (gases emitidos pela evaporação natural dos combustíveis, sem necessidade de combustão), informações da Cetesb e dados meteorológicos do período em que foram colhidas as amostras.

Os resultados encontrados para a formação de ozônio na troposfera ficaram bem próximos aos mostrados pela medição de ozônio feita pela Cetesb naqueles dias, revelando que o modelo matemático escolhido era válido para realizar esse tipo de estimativa.

Validado o modelo, a pesquisadora passou a utilizá-lo para testar como quantidades diferentes de cada uma das substâncias encontradas nos túneis influenciavam na formação do gás tóxico. Foram identificadas, dentre as estudadas, as classes e as espécies principais de compostos orgânicos voláteis (COV) — que em temperatura ambiente se apresentam na forma gasosa — com maior potencial para formar ozônio, que foram os aromáticos, as olefinas, o etenol e o formaldeído, todos eles emitidos pela queima de combustível, confirmando que as emissões veiculares são responsáveis por cerca de 90% da formação do ozônio troposférico.

Luiza Caires
Da Agência USP de Notícias

Gasolina limpa, menos ozônio

Além de diagnosticar os gases mais propícios à formação de ozônio, a química Leila Droprinchinski Martins usou, em etapa posterior, o modelo matemático para testar diferentes cenários. Considerou, por exemplo, que em vez da gasolina utilizada no Brasil, toda a frota de veículos leves (não movidos a diesel) de São Paulo adotasse a gasolina refinada na Califórnia, Estados Unidos – denominada de “gasolina limpa” por conter menor quantidade de compostos aromáticos e olefinas. Comparado ao uso da gasolina comum, a sua utilização resultaria numa diminuição de aproximadamente 43% da formação de ozônio, quase a mesma redução obtida caso toda frota de veículos leves fosse abastecida somente com etanol.

Entretanto, a cientista ressalva que “mesmo a gasolina limpa emite uma série de outros poluentes, como o monóxido de carbono, sendo, no geral, mais poluente do que o etanol. Nosso estudo considerou apenas a influência de combustíveis de diferentes composições na formação do ozônio”.

Vem aí a semana dedicada a técnicas de produção de chocolates e cereais

O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), de Campinas, vai se transformar numa fantástica fábrica de chocolates entre os dias 4 e 8 de agosto. Será a Semana Tecnológica Cereal hocotec, com 18 atrações (cursos, seminários, aulas práticas) para profissionais que trabalham na indústria de chocolate, confeitos, drageados, (doce ou salgado com cobertura) e panificação em geral. As inscrições são pagas e devem ser feitas até amanhã (1º), somente pela Internet, no site do Ital.

É o primeiro evento do gênero organizado pelo instituto. Depen dendo do êxito, poderá ser repetido de dois em dois anos. A coordenação dos trabalhos está sob a responsabilidade de um dos departamentos do Ital, o Centro de Tecnologia de Cereal e Chocolate (Cereal Chocotec). O instituto oferecerá quatro auditórios, em suas dependências, para a realização simultânea da série de eventos. Haverá até uma atração internacional, com um especialista inglês em produtos de massa assados.

Os interessados terão a oportunidade de aprender técnicas para se fabricar pão de queijo, biscoito, goma de mascar, barra de cereal, gorduras, achocolatado, drageado, farinha de trigo, chocolate, cereal.

O evento também festeja os 45 anos do Ital e 11 anos do Centro Cereal Chocotec. Durante esse tempo, o departamento desenvolveu e licenciou dezenas de métodos tecnológicos de produção, treinou profissionais do setor alimentício e prestou consultoria a empresas com problemas nos produtos ou dispostas a introduzir novas técnicas de fabricação.

A coordenadora e engenheira de alimentos, Jane Menegaldo Snow, ressalta que é comum o Centro Chocotec criar novas matérias-primas para produtos alimentícios. Cita como exemplo a elaboração de fórmulas de pães com soja para reduzir a dependência do trigo, produto cada vez mais escasso e caro no mundo. O Ital e o Centro Chocotec também trabalham na elaboração de cardápios para merenda escolar. O segundo oferece cursos durante todo o ano. São mais de 40 opções.

Otávio Nunes
Agência Imprensa Oficial

SERVIÇO
Informações e inscrição para Semana
Chocotec no site www.ital.sp.gov.br
Ital – Avenida Brasil, 2.880 – Campinas (SP)
Telefones (19) 3743-1700 / 3743-1960

Pesquisadora da USP avalia aceitação de pescado em forma de sopa e biscoito

Entender como se dá o processamento e a aceitação de sopa e biscoito preparados à base de pescado desidratado. Esse foi um dos objetivos de pesquisa realizada pela bióloga Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva. A especialista realizou também uma avaliação nutricional sobre os produtos. O resultado do trabalho está na tese de doutorado da bióloga, defendida em março na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo – FSP-USP.

Utilizando a chamada “mistura” (categoria de pescado composta por exemplares de peixes de menor valor comercial) como matéria-prima para obtenção da carne mecanicamente separada (CMS), a pesquisadora elaborou produtos desidratados, como a farinha mista de arroz e peixe, sopa e biscoito, que foram submetidos a análises físico-químicas, microbiológicas, sensoriais e de propriedades funcionais e nutricionais.

Cristiane verificou que a inclusão de alimentos à base de pescado na dieta de grupos populacionais específicos – gestantes, crianças e idosos – poderá contribuir para aporte protéico de qualidade, principalmente em comunidades desfavorecidas. A tecnologia de obtenção da CMS de pescado, entre outras vantagens, elimina as espinhas, importante fator de rejeição ao pescado, e dá origem a um produto de sabor suave e de boa aceitabilidade.

Análises – A pesquisadora concluiu que a composição do biscoito e da sopa correspondeu, em valores aproximados, a 12,3% e 21,1% de proteínas; 1,3% e 0,6% de lipídios totais; 62,7% e 76,3% de carboidratos totais; 6,3% e 7,7% de umidade e 8,5% e 3,1% de cinzas. A composição em aminoácidos essenciais de todos os produtos elaborados nesse trabalho (farinha mista, sopa e biscoito de pescado) excedeu as exigências da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para adultos, enquanto os teores de lisina da farinha mista e do biscoito excederam as exigências para crianças.

As análises físico-químicas e microbiológicas indicaram a viabilidade de consumo de todos os produtos com até 180 dias de estocagem, sob temperatura ambiente e em embalagem específica. Os resultados das análises sensoriais com crianças demonstraram nível de aceitação geral de 77% para a sopa. No caso dos adultos, os índices foram de 90% e 97%, respectivamente, para biscoito assado e frito.

Marcellus William Janes
Da Assessoria de Imprensa da Faculdade de Saúde Pública

Professores estaduais terão bolsa para fazer mestrado e doutorado

Os cerca de 230 mil professores, 5,5 mil diretores e 1,2 mil supervisores da rede estadual poderão concorrer a bolsas de mestrado e doutorado a partir do ano que vem. Projeto da Secretaria de Estado da Educação, chamado Bolsa Mestrado, dará R$ 790 por mês a professores selecionados para ganhar qualificação.

Todos os professores podem concorrer, desde que as regras sejam seguidas: não pode haver acúmulo de cargo ou recebimento de outro tipo de incentivo por meio de bolsa (de qualquer órgão); os interessados devem ter projeto aprovado pela universidade, na área de sua atuação na rede estadual (por exemplo, estatística para professores de Matemática), e pela secretaria; é preciso ser membro do quadro do magistério e ser efetivo e estável (ter passado pelo estágio probatório).

Haverá cerca de 700 vagas e a secretaria ainda vai publicar no Diário Oficial do Estado a regulamentação do programa, com indicações de datas e forma de inscrição. O tempo dedicado pelo servidor ao mestrado ou doutorado deve ser mantido em seguida na rede estadual. Se o professor, por exemplo, estudar por dois anos, deve ficar na rede pelo menos por mais dois anos após a conclusão.

Da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Educação e da Agência Imprensa Oficial

Dia da Vacinação Familiar pretende imunizar crianças e os pais

No dia 9 de agosto, quando ocorre a segunda fase da Campanha de Vacinação contra Poliomielite, as crianças serão o incentivo para conduzir os pais aos postos de saúde e motivá-los a participar do início da Campanha de Vacinação contra Rubéola. Batizada de Dia da Vacinação Familiar, a iniciativa deverá imunizar tanto os menores de cinco anos contra a paralisia infantil como os adultos com idade entre 20 e 39 anos contra a rubéola. Será a maior campanha de imunização em massa já realizada pelo Estado de São Paulo.

A vacinação contra a rubéola prossegue até 12 de setembro e pretende atingir 13,5 milhões de paulistas entre 20 e 39 anos de idade, o que representa 95% do total de pessoas nessa faixa etária que vivem no Estado. No ano passado foram registrados em São Paulo 1.659 casos de rubéola, dos quais 1.122 (68%) em homens, segundo balanço do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), da Secretaria da Saúde. Foi o número mais alto desde 2000, quando 2.566 paulistas contraíram a doença. Em 2006, foram 66 ocorrências. De janeiro a maio deste ano houve 329 notificações de rubéola, das quais 210 em homens.

A incidência maior da enfermidade no sexo masculino é ainda mais acentuada na faixa entre 20 e 29 anos, responsável por 50,5% dos casos entre homens em 2007. Os de 30 a 39 anos de idade responderam por 28,6% das ocorrências. Nas mulheres, a incidência é similar entre 20 e 39 anos, público-alvo da campanha.

Força-tarefa – Desde 2000, a vacina contra a rubéola faz parte do calendário nacional de imunização e é aplicada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira dose deve ser tomada com 12 meses de vida, com reforço entre quatro e seis anos de idade. A secretaria também indica a vacinação para qualquer pessoa nascida a partir de 1960 que não tenha recebido nenhuma dose anterior.

“O grande desafio desta campanha será imunizar a população masculina, que não costuma procurar os postos de saúde. Os homens contaminados pela rubéola podem transmitir o vírus para mulheres em idade gestacional, o que representa grave perigo”, alerta Helena Sato, diretora de imunização da pasta (leia boxe).

Para garantir que a imunização atinja o maior número de pessoas, o Estado de São Paulo prepara uma força-tarefa contra a rubéola. Além dos postos fixos de vacinação, o Estado busca parcerias com associações de classes, empresas, clubes e entidades religiosas que possam funcionar como unidades volantes. Estima-se que cerca de 7 mil postos fixos e volantes estarão à disposição da população no período. A operação envolverá 50 mil profissionais de saúde e 4 mil veículos.

Da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde

SERVIÇO
Homens e mulheres entre 20 e 39 anos
deverão procurar os postos de saúde até
o dia 12 de setembro, das 8 às 17 horas
(exceto finais de semana), para receber
uma dose da vacina dupla viral, que
protege também contra o sarampo

Doença causa febre e manchas

A rubéola é uma doença infecciosa causada por vírus do gênero rubivirus e transmitida por secreções nasofaríngeas expelida pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar. Os principais sintomas são febre baixa, manchas no corpo, dores articulares, conjuntivite, coriza e tosse. Normalmente, a rubéola é uma doença benigna, mas, quando ocorre durante a gestação, há o risco de síndrome da rubéola congênita, que pode comprometer o desenvolvimento do feto e causar abortamento espontâneo, morte fetal e malformações congênitas – surdez, glaucoma, catarata e diabetes.

Biblioteca Virtual esclarece dúvidas do cidadão sobre diversos assuntos

Nem sempre o internauta encontra o que precisa na rede mundial. Nesses casos, uma boa ajuda pode ser dada pela equipe da Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo. Os profissionais que lá trabalham (bibliotecários, advogado, licenciado em Letras) estão preparados para responder perguntas sobre cidadania, legislação, serviços da administração estadual –, mas quase sempre o trabalho se estende para outras áreas.

“Nossa matéria-prima é a informação, sem restrição”, diz a bibliotecária Regina Fazioli, coordenadora da biblioteca, da Secretaria de Comunicação.

Serviço semelhante ela diz que só encontrou na China e em Cuba. O primeiro contato do usuário é feito pelo site www.bibliotecavirtual. sp.gov.br, no link “Fale conosco” ou pelo e-mail biblioteca.virtual@sp.gov. br. Quase 100% das solicitações vêm pela Internet. Na página principal do site, existem informações sobre os temas mais procurados pelas pessoas: Cidadania, Emprego e Renda, Legislação, Governo, São Paulo e Projetos Sociais. Há também o link “Outros temas”.

Cada tópico apresenta divisões. Em Cidadania, por exemplo, encontram-se esclarecimentos sobre como ter acesso à Justiça, direitos do consumidor, documentos pessoais, emprego e renda. O tema São Paulo mostra aspectos geográficos, cultura, folclore, história, turismo e outros dados do Estado. O link “Outros temas” destaca cultura, dicionário, enciclopédia e pesquisa escolar. O item “Pesquisa e projetos sociais” reúne dados sobre quase 400 programas do governo estadual.

Autonomia – Ao listar os assuntos mais solicitados, a biblioteca pretende auxiliar e estimular a pessoa a procurar, sozinha, o que deseja. “Sem depender do nosso serviço”, frisa Regina. Assim que a equipe recebe o e-mail com determinada pergunta, a solução costuma sair em cinco dias úteis, mas nem toda dúvida ou queixa é atribuição do serviço. No ano passado, dos 181 mil e-mails recebidos (média diária de 695), quase 15 mil foram repassados a outros órgãos públicos. Os profissionais da biblioteca atenderam a 7.418 solicitações de pesquisas. O restante das mensagens era spam, falhas de entrega ou informativos do governo.

A equipe faz trabalho de formiga, ao vasculhar, encontrar e enviar os dados; consulta livros, Internet, CDs ou especialista no assunto. A meta, segundo Regina, é a informação rápida, precisa e eficiente. Ao encaminhar a resposta, o funcionário utiliza a linguagem mais adequada à formação cultural do usuário. Regina diz que o seu pessoal é treinado para buscar informações confiáveis na Internet. “Para isso, é importante a bagagem cultural de cada um”.

Satisfação – No ano passado, uma pesquisa constatou que 75% dos usuários têm entre 21 e 50 anos. Metade dos entrevistados (52%) possui curso superior e 80,4% estão empregados. Estudantes representam 13,4%. Dos que acessaram os programas e projetos sociais do site, 88% acharam o que
precisavam e 86% afirmaram que o sistema de busca é satisfatório. Assuntos mais procurados: legislação (58,6%), informação e fonte para trabalho escolar, acadêmico ou pesquisa em geral (58,6%), dados sobre serviços e órgãos do governo do Estado (57%), cidadania e direito do cidadão (46,25%) e utilidade pública e serviços (41,9%).

Da Agência Imprensa Oficial

Questões difíceis encontram soluções

Desde 1997, quando o serviço começou a funcionar, só duas perguntas não foram respondidas. A primeira veio de uma bibliotecária de São Paulo, que pediu o Ato Legal justificativo da denominação Fernando de Azevedo, ao teatro da Secretaria da Educação, no centro de São Paulo. A segunda, também difícil de ser desvendada, partiu de um estagiário do programa Acessa São Paulo (inclusão digital), que queria dados sobre a cidadã bauruense Alvina Pereira de Castro. E, também, detalhes de uma lenda de Bauru sobre menina branca conduzida nos ombros de homem negro, nas proximidades da nascente do Rio Olho D’água.

Um aluno perguntou a cor do leite da fêmea do canguru. A equipe contatou especialista em marsupiais da Universidade de São Paulo (USP). A resposta não tardou: corde-rosa. Cidadão americano queria pílulas do Frei Galvão. A atendente lhe informou que o produto, gratuito, é solicitado por carta endereçada ao Mosteiro da Luz ou à Catedral de Santo Antonio, em Guaratinguetá.

Certa vez, Juliana recebeu pela Internet um pedido de ajuda. Dizia que sua família fora substituída por alienígenas. “Liguei para a remetente, confirmei a história e desconfiei que se tratava de uma pessoa com doença mental”, lembra. Logo, Juliana contatou a Secretaria da Saúde e passou o e-mail para uma médica tomar providências. “Agimos sempre com cautela, pois nossa resposta é documento e representamos o Governo do Estado”.

A Biblioteca Virtual também recebe questões sociais que nada têm a ver com o serviço de pesquisa, como a mãe que pedia ajuda para o filho drogado. Casos assim são enviados ao órgão competente. Em 2000, um líder de moradores do Belenzinho, na zona leste, organizou festa de aniversário do local e solicitou texto manuscrito da lei de criação do bairro. Tarefa penosa. Regina e uma estagiária tiveram de consultar vários jornais (Diário Oficial do município) na biblioteca do Palácio do Governo.

A estudante passou meses procurando o documento no Arquivo do Estado. Quando estava quase desistindo, após várias tentativas, o manuscrito foi encontrado, filmado e entregue ao solicitante. “O homem ficou tão emocionado que até chorou”, descreve. O documento tornou-se símbolo do bairro do Belém.

Luciana Marques da Silva, do curso de Biblioteconomia da Unesp de Marília, aproveita as férias de julho para estagiar na Biblioteca Virtual e aprender muito. Por exemplo, agora sabe como encontrar informações sobre gratuidade do transporte público para desempregados. Juliana da Silva começou
como estagiária de Biblioteconomia e foi contratada em julho de 2007 para cuidar dos e-mails. Ela lê mensagens de pessoas pedindo ingressos para shows, vagas em hospitais, emprego e até dinheiro. Neste caso, ela envia ao solicitante a Lei Estadual nº 8.666, de 21/6/1993, que esclarece a utilização da verba pública em benefício da coletividade.

Quando a biblioteca da Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco) não dispõe de informação sobre artesanato solicitada por professores, pesquisadores e alunos, o ouvidor Renan Carlos Ribeiro de Novaes utiliza a ferramental virtual. “No máximo em três dias temos resultado. A equipe da Biblioteca Virtual está de parabéns”, elogia.

A futura técnica em informática Tamires Ferreira dos Santos, de Peruíbe, usou o serviço para saber qual lei mudou o nome de uma escola para EE Carmem Miranda. “Meu projeto era construir um site da instituição de ensino e precisava da informação. Após duas horas do pedido obtive a lei por e-mail”.

Justiça promove Conferência Estadual de Direitos Humanos

São Paulo será sede da 6ª Conferência Estadual de Direitos Humanos, em agosto. Na ocasião, serão escolhidos 80 delegados para participar do evento em âmbito nacional, marcado pelo governo federal para meados de dezembro, em Brasília, reunindo representantes de todos os Estados. O encontro final será também comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada na Assembléia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948. Além disso, comemoram-se os 20 anos da Constituição brasileira de 1988.

A Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania já organizou 19 encontros. Incluindo Ribeirão Preto, Registro, Araraquara, Sorocaba, Campinas e Araçatuba. As últimas reuniões serão realizados em Marília, Franca, Suzano, Osasco, Santo André, Barretos e Guarulhos. Serão ao todo 520 delegados presentes ao evento maior, na capital, previsto para ocorrer de 15 a 17 de agosto, no Centro de Convenções do Memorial da América Latina.

O dirigente da assessoria da Secretaria da Justiça, Ricardo Yamasaki, informa que qualquer pessoa tem direito de participar dos eventos regionais. Por determinação da secretaria, 60% dos delegados escolhidos são da sociedade civil, os demais serão do setor público. Isso equivale a 308 e 212 pessoas, respectivamente. Pela sociedade, participam representantes de ONGs e de movimentos sociais. Os do setor público vêm de órgãos municipais, estaduais e federais ligados ao tema Direitos Humanos.

Revisão – Yamasaki informa que o propósito é também promover a reflexão dos segmentos sociais em relação à promoção dos direitos humanos. O tema é amplo e possibilita o debate de questões sobre as necessidades do cidadão como segurança, saúde, emprego, educação, desenvolvimento econômico e social, política agrária e fundiária, meio ambiente, questões raciais e de gênero, orientação sexual, intolerância religiosa e acessibilidade.

Outra contribuição importante dos encontros regionais, antecipa Yamasaki, é colher idéias para a revisão do Programa Estadual de Direitos Humanos, instituído em setembro de 1997. “Foi o primeiro plano do tipo no Brasil, o que elevou o tema direitos humanos a um patamar de política pública”, assegura.

Da Agência Imprensa Oficial

SERVIÇO
Informações sobre endereços e horários no site
www.justica.sp.gov.br
ou pelo telefone (11) 3291-2600

HC reforma instalações e inaugura moderno serviço de radioterapia

Equipamentos modernos e reformas no serviço de radioterapia do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) garantirão melhor tratamento radioterápico para pacientes com câncer, provenientes do sistema público de saúde. O novo serviço de radioterapia do Instituto de Radiologia (InRad) do HC será inaugurado oficialmente segunda-feira, 28 de julho.

A Fundação Faculdade de Medicina, que administra a FMUSP, e o governo do Estado de São Paulo, investiram quase R$ 4 milhões nas modernizações, concluídas neste ano. O setor atenderá os pacientes em tratamento nos demais institutos do complexo HC.

O setor recebe três novos equipamentos chamados aceleradores (um aparelho de G Doppler de 15 e 6 Megaeletrovolts (MeVs) e dois com 6 MeVs) e um aparelho utilizado na braquiterapia. Todos são empregados no tratamento do câncer.

Especialistas afirmam que o aparato tecnológico eleva significativamente o padrão de qualidade e de sofisticação do atendimento da radioterapia do HC, pois as novas técnicas permitem ação mais concentrada sobre o tumor, poupando os tecidos normais.

“Assim, aumentamos o índice de cura, de controle local, e os pacientes têm muito menos seqüelas”, afirma o professor Wladimir Nadalin, diretor do serviço de radioterapia do HC.

O diretor informa que um desses novos aceleradores estará exclusivamente dedicado à radiocirurgia e à radioterapia com Intensidade Modulada de Feixe de Radiação (IMRT). “Em conjunto com a neurocirurgia do HC, realizamos o primeiro procedimento de radiocirurgia em instituição pública, para tratamento de tumores cerebrais, malignos ou benignos e, apesar da nossa alta demanda, estabelecemos um novo padrão de atendimento no serviço público”, enfatiza.

Custo elevado – A médica Rosângela Villar destaca que a técnica de radiocirurgia restringe o tratamento ao tumor e possibilita mais precisão na aplicação da dose. Como o procedimento é inovador, existe em poucos hospitais privados do Brasil.

“Com os novos equipamentos ainda poderemos aplicar a IMRT, um recurso de radioterapia que desvia ainda mais o feixe de radiação dos tecidos normais que estão em volta, concentrando a dose apenas sobre a lesão e poupando os órgãos”, explica a médica. No caso de lesões cerebrais, até hoje, a técnica só era empregada em hospitais privados, por elevado custo.

A radiocirurgia é indicada para tratar malformações arteriovenosas inoperáveis, metástases cerebrais, vários tipos de câncer e algumas doenças benignas. Ou seja, casos cuja lesão é bem pequena e apresenta comportamento pouco agressivo.

Outro ganho com essa atualização está no ensino na FMUSP. “Somos um dospoucos centros do Brasil que formam físicos especializados em radioterapia na área médica”, informa o professor Nadalin.

Da Agência Imprensa Oficial

Campanha convoca população para doar sangue

A Secretaria da Saúde convoca a população de São Paulo para doar sangue nestes últimos dias de julho, final do período de férias. O objetivo é reforçar os estoques dos hemocentros do Estado, que caem, em média, 30% no período do inverno. No início do mês, a secretaria lançou a campanha Neste inverno doe sangue, salve vidas, que tem como estrela a sambista Leci Brandão. Artistas como Viviane Pasmanter, Andréas Kisser, Jair Rodrigues, Jair Oliveira e Luciana Mello também prestigiaram a iniciativa.

“Com o frio, as pessoas estão menos dispostas a sair de casa para doar sangue. Mas é importante que a população aproveite o tempo livre dos últimos dias de férias para contribuir com os estoques, ajudando a salvar vidas”, afirma Osvaldo Donini, coordenador da Hemorrede – rede de serviços de hemoterapia com unidades situadas em pontos estratégicos para atender as demandas de sangue no Estado.

A intenção da campanha estadual é sensibilizar as pessoas sobre a importância da doação regular, procedimento completamente seguro que ajudar a salvar vidas. Para doar sangue, é necessário ter entre 18 e 65 anos, pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas que antecedem o ato. Quem tomar alguma vacina não poderá doar sangue durante quatro semanas após a imunização.

Da Assessoria de Imprensa da
Secretaria da Saúde

Escolas avaliadas pelo Idesp como piores terão apoio especial

A Secretaria da Educação vai colocar em prática, no mês de agosto, ações para melhorar os índices das escolas avaliadas no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) como as piores. Entre as medidas está previsto o encaminhamento de 500 profissionais, entre supervisores e assistentes técnico-pedagógicos, para ajudar diretamente na recuperação das 379 escolas com pior desempenho da rede.

Lançado em maio, o índice estabelece uma nota para o ensino fundamental e médio de cada escola estadual a partir de cálculos que levam em conta os resultados no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) e a taxa de alunos que cursam o ano indicado às suas idades. Determina também metas de melhora sobre esses resultados. Para auxiliar nesse objetivo, o grupo de educadores escalado terá a missão de acompanhar de perto, sugerir e orientar as unidades com mais dificuldades a atingirem suas metas educacionais. O trabalho de assistentes com as direções das escolas já acontece desde a criação do Idesp, mas o diferencial é que agora terá o acompanhamento direto da secretaria e a capacitação dos profissionais especialmente para tal.

A Educação programou ainda outras intervenções a esses estabelecimentos de ensino, em três dimensões de abrangência. Uma delas diz respeito às condições de estrutura física. A partir de 25 de julho, as 379 unidades serão alvo de um programa específico de reformas e ampliações, com vistas a sua manutenção e adequação. “Esse trabalho, que já vem sendo desenvolvido na rede como um todo, será priorizado nessas unidades escolares. Envolve pintura, reposição e aporte de material, reforma e ampliação, quando necessários, para que o prédio fique em perfeitas condições para o funcionamento”, explica o assessor técnico da pasta, Wiliam Massei. Serão investidos entre R$ 650 e R$ 800 milhões nas obras.

A outra linha de atuação engloba o aspecto pedagógico. Os 500 profissionais que acompanharão as unidades a integram. Além disso, serão reforçadas as atividades de recuperação e haverá a exigência de mais rigor na avaliação bimestral e de respeito ao currículo mínimo e padronizado, entre outras medidas. A terceira dimensão dessa programação visa ao apoio à gestão dessas escolas, com apresentação de modelos de trabalho, estruturados por técnicos, ao corpo diretor.

Há mais mudanças previstas para acontecer em toda a rede de ensino nesse segundo semestre. As escolas com turmas do segundo ciclo do ensino fundamental e médio, por exemplo, receberão materiais novos para recuperação paralela, ou seja, a que é realizada no contraturno. E a Jornada de Matemática, olimpíada que tem o objetivo de estimular os alunos a ganhar conhecimento na matéria, foi estendida para todo o Estado.

Da Agência Imprensa Oficial