Saúde envia torpedos sobre combate à dengue para 4 milhões de paulistas

“Dengue: faça a sua parte. Evite acumular água em pneus, garrafas e vasos. Juntos, vamos acabar com a dengue”. Essa mensagem, que leva a assinatura da Secretaria de Estado da Saúde, está sendo enviada a 4 milhões de usuários de telefones celulares de São Paulo. A ação, resultado de parceria com a operadora Vivo, integra o plano estadual de combate à dengue no inverno, anunciado no início deste mês. O objetivo é lembrar aos paulistas que o controle da doença depende da colaboração de todos. Com o envio do torpedo, a secretaria espera transformar esses usuários em agentes multiplicadores na divulgação de medidas de prevenção à enfermidade.

Outro alerta virá impresso nos cartões de recarga de celulares pré-pagos distribuídos pela operadora. A pasta enviará, também, cartazes e panfletos com dicas para as lojas da empresa em todo o Estado de São Paulo.

Avalia-se que a comunicação direta com a população é essencial para orientar sobre os meios de prevenção contra a dengue. Cerca de 80% dos focos do mosquito transmissor (Aedes aegypti) estão no interior das residências. A finalidade do plano estadual de combate à dengue no inverno é aproveitar o período de baixa incidência da enfermidade para adotar ações de prevenção e bloqueio em todo o Estado, protegendo os municípios para a época do verão e das chuvas.

Três etapas – A campanha terá três eixos principais. O primeiro prevê o trabalho de equipes de combate ao vetor em 33 municípios considerados prioritários. Serão eliminados ovos e larvas do Aedes aegypti, para evitar a proliferação de criadouros no próximo verão. A secretaria enviará equipes especiais para “atacar” o mosquito adulto em cidades onde a transmissão da doença persistir, mesmo durante o frio. O segundo eixo da campanha será a contratação de 1,1 mil novos agentes para reforçar equipes municipais e da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), órgão da Secretaria da Saúde, em ações como controle de imóveis estratégicos, visitas casa-a-casa, orientação à população e nebulização em bairros específicos.

A última etapa será mobilizar a população. Serão distribuídos cerca de 6 milhões de panfletos e realizadas campanhas publicitárias em veículos de comunicação. O investimento da Saúde para combater à dengue neste segundo semestre será de aproximadamente R$ 20 milhões. Com a execução do plano, a secretaria espera continuar controlando a dengue no Estado. O número de casos caiu 92,7% no primeiro semestre deste ano, comparando com igual período de 2007.

Da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde

São Paulo e Santo André adotam práticas sustentáveis no combate à poluição

Restrição de circulação e inspeção veicular, controle da fumaça preta e biomonitoramento são medidas para melhorar a qualidade do ar

São Paulo e Santo André são as cidades integrantes do Comitê Metropolitano do Ar Limpo (Comar) com maior número de ações e propostas empreendidas na melhoria da qualidade do ar e na diminuição do impacto ambiental causado pela emissão de poluentes na atmosfera. Ambas adotaram o biomonitoramento ambiental feito com a planta conhecida popularmente como coração-roxo, a Tradescantia pallida. São Paulo destaca-se por ser a primeira cidade a adotar a inspeção veicular. Em Santo André, o controle da fumaça preta é feito regularmente; no inverno é intensificado.

Criado em 2002 pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o Comar foi instituído para atuar mais efetivamente no gerenciamento da qualidade do ar e porque a poluição atmosférica transcende os limites dos municípios e atinge toda a população da Grande São Paulo. Das 39 cidades da Região Metropolitana, oito são integrantes do Comar e registram os maiores índices de poluição. Participam, também, as cidades de Diadema, Guarulhos, Mauá, Osasco, São Bernardo do Campo e
São Caetano do Sul.

A diretora do Departamento de Gestão Ambiental da secretaria, Izabel de Farias Lavendowski, diz que Santo André tem tradição na participação das reuniões do Comitê e na defesa do meio ambiente. Afirma que o Comar pode contribuir com melhorias porque amplia a adoção de práticas em prol da qualidade do ar. Izabel defende o biomonitoramento com o uso da planta coração roxo porque é simples, barato e eficaz.

O coordenador da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, Volf Steinbaum, diz que é “excelente” a proposta do Comar de estender a todas as oito prefeituras a inspeção veicular. “Quanto mais cidades aderirem ao controle de emissão de poluentes, melhor será para a saúde geral da população”.

Inspeção total – Inspeção veicular da frota movida a diesel, restrição à circulação de caminhões, criação de ciclovias e de pára-ciclos (estacionamento de bicicleta) e biomonitoramento em todos os parques são ações empreendidas pela prefeitura de São Paulo para melhorar a qualidade do ar respirado pelos cidadãos. Relatório semanal mostra que desde maio deste ano 45% dos 1.605 veículos a diesel inspecionados foram reprovados, informa Volf Steinbaum, coordenador da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. A partir de 2009, a inspeção veicular se estenderá aos demais veículos.

Todos os motoristas paulistanos terão de levar seu carro para medir a quantidade de poluentes liberada pelo escapamento e lançados no meio ambiente. A inspeção seguirá o cronograma adotado pelo licenciamento. Quem estiver com o carro com emissão superior ao limite permitido terá até 30 dias para regular o motor, caso contrário receberá multa. Os aprovados no teste terão selo colado no vidro pela empresa responsável pelo serviço e ficarão liberados para circular pelas ruas e fazer o próximo licenciamento.

O limite máximo de poluentes (monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio, material particulado) é estabelecido pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, criado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). De acordo com o relatório de qualidade do ar de 2007, preparado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), a frota da Grande São Paulo (gasolina, álcool, diesel e motocicletas) é responsável por 97,37% das emissões de monóxido de carbono.

Municípios da Grande São Paulo terão fotos atualizadas de seus territórios

Os 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo já podem ter uma imagem mais recente e precisa de seus territórios. O interessado poderá, por exemplo, conhecer de fato para onde avançam suas áreas urbanas, a disposição de seus sistemas viários e os processos de ocupação no entorno de locais de preservação ambiental. Há cerca de 20 anos sem elaborar um trabalho cartográfico atualizado dessa abrangência, a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. (Emplasa) prepara agora as chamadas ortofotocartas digitais (na escala 1:5.000) de toda a região metropolitana. Até o momento, 26 municípios já receberam cópias do material elaborado.

As ortofotocartas são mapas organizados a partir de fotos aéreas tratadas tecnicamente. Para entender melhor, imagine um guia de ruas de uma cidade. Nele, pequenas partes se articulam para formar um todo. Nas ortofotocartas ocorre algo similar: a carta (documento cartográfico) é obtida a partir de um conjunto de ortofotos dispostas seqüencialmente.

As ortofotos – já utilizadas há mais de 15 anos e agora adotadas pela Emplasa – são fotos aéreas que passam por um processo de correção da imagem. Isso é necessário porque, durante o vôo em que são tomadas, ocorrem muitas distorções, causadas pelo modo de aquisição da fotografia aérea e pelos movimentos do avião. A correção permitirá que um ponto ou local da superfície retratada tenha sua posição (latitude e longitude) determinada corretamente na foto.

Outra característica das ortofotocartas é que as fotos que as compõem são em cores e digitais, diferentes da técnica anterior: em preto-e-branco e papel. Fotos digitais facilitam, por exemplo, a utilização das ortofotocartas em Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) e a produção de mapas temáticos sobre a Região Metropolitana de São Paulo.

Menor custo – A adoção da escala 1:5.000 (lê-se um para cinco mil) possibilita estimar a posição correta de pontos no terreno com precisão de até 2,5 metros, suficientes para os mapeamentos utilizados para o planejamento urbano. As ortofotocartas representam também uma alternativa de mais baixo custo, em comparação com outros processos cartográficos convencionais.

Um dos objetivos das ortofotocartas é subsidiar a Emplasa com informações de qualidade, para serem utilizadas nos trabalhos de planejamento metropolitano, explica Gilberto Ramos Alves, gerente da Unidade de Instrumentos para o Planejamento da Emplasa. Outra finalidade é atender os municípios com o fornecimento de imagens atuais e precisas sobre seu território, que possibilitarão o conhecimento de sua situação e a adoção de planos de desenvolvimento. A intenção também é propiciar a troca de dados e informações dos municípios com a Emplasa.

Além de servirem de base para o planejamento da metrópole e dos municípios, as ortofotocartas têm outras aplicações. Elas auxiliam, por exemplo, na fiscalização de obras irregulares e no acompanhamento de questões ambientais. Também permitem simular cenários municipais futuros desejados ou a serem evitados.

Segundo Silverlei Gava, consultor de Geoprocessamento e Cartografia da Emplasa, as ortofotocartas oferecem as informações mais variadas sobre determinado logradouro. “Dá para ter dados sobre a face da quadra, o endereço, extensão, condições do logradouro, entre outras particularidades”.

Parceria – A elaboração de materiais cartográficos atualizados era uma necessidade não apenas da Emplasa. Os próprios municípios chegaram, no ano passado, a sugerir à empresa a sua preparação. A iniciativa da Emplasa para suprir essa necessidade foi a utilização de imagens de satélites. Mas seu uso restringia-se à empresa, não podendo ser repassadas ou utilizadas pelos municípios.

As ortofotocartas, produzidas por empresa especializada, foram viabilizadas a partir de projeto da Sabesp. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo contratou vôos, no ano passado, para a produção de fotografias aéreas e mapeamento da Grande São Paulo e demais regiões metropolitanas paulistas, visando a um projeto de expansão de sua rede de água e esgotos. Essas fotografias possibilitaram a elaboração das ortofotocartas da Região Metropolitana de São Paulo pela Emplasa.

Em princípio, as ortofotos se limitariam à Grande São Paulo. Porém, um acordo com a Secretaria de Estado da Habitação, que também utiliza esse tipo de foto para subsidiar projetos habitacionais, estendeu a sua abrangência para as outras re giões metropolitanas paulistas: Campinas e Baixada
Santista, incluindo municípios das proximidades de Bragança Paulista e do Vale do Paraíba. A Emplasa arcará com as ortofotos da Grande São Paulo e a Secretaria da Habitação, com as demais. E as duas instituições compartilharão os materiais. A previsão é que os produtos cartográficos das demais regiões e municípios estejam disponíveis dentro de 60 a 90 dias.

Da Agência Imprensa Oficial

26 municípios já receberam as ortofotocartas

Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Suzano, Diadema, Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Caetano, Caieiras, Cajamar, Mairiporã, Franco da Rocha, Francisco Morato, Embu, Embu-Guaçu, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Itapecerica da Serra e Taboão da Serra. O recebimento é por sub-região da Grande São Paulo.

Rubéola: vem aí a maior campanha de imunização da história em SP

A Secretaria da Saúde vai distribuir 17,1 milhões de doses da vacina contra a rubéola aos municípios paulistas. Tratase da maior campanha de imunização em massa da história, que será realizada entre os dias 9 de agosto e 12 de setembro em todo o Estado. Apenas na capital, serão 4,3 milhões de doses da vacina Dupla Viral, que protege também contra o sarampo. As doses serão distribuídas em três etapas, até a segunda quinzena de agosto.

A vacina, gratuita nos postos de saúde, é destinada a homens e mulheres entre 20 e 39 anos de idade. A meta da Secretaria é imunizar 13,5 milhões de pessoas, o que representa 95% dos 14,2 milhões de paulistas nessa faixa etária. Cerca de 7 mil postos fixos e volantes estarão à disposição da população no período. Haverá em torno de 50 mil profissionais de saúde e 4 mil carros envolvidos na operação.

Incidência em homens – No ano passado, foram registrados no Estado de São Paulo 1.659 casos de rubéola, dos quais 1.122 (68%) em homens, segundo balanço do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria. No total, o número de casos em 2007 foi o mais alto desde 2000, quando 2.566 paulistas contraíram a doença. Em 2006, houve 66 casos.

A incidência entre os homens é ainda mais acentuada na faixa entre 20 e 29 anos, responsável por 50,5% dos casos em 2007. Os homens de 30 a 39 anos de idade responderam por 28,6% das ocorrências. Nas mulheres, a incidência é similar entre os 20 e 39 anos, público-alvo da campanha.

Desde 2000 a vacina contra a rubéola faz parte do calendário nacional de imunização e é aplicada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira dose da Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) deve ser tomada aos 15 meses de vida, com reforço entre 4 e 6 anos de idade. A Secretaria também indica a vacinação para qualquer pessoa nascida a partir de 1960 que não tenha recebido nenhuma dose anterior, mas durante o período de campanha o foco será imunizar as pessoas de 20 a 39 anos.

A abertura da campanha contra a rubéola será realizada no mesmo dia da campanha de vacinação contra a paralisia infantil, em 9 de agosto. O objetivo é aproveitar a data para imunizar os pais e responsáveis que levarem suas crianças menores de cinco anos aos postos.

Da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde

Unicamp pesquisa motocicleta elétrica que tem autonomia para 50 quilômetros

Técnicas para aprimoramento tecnológico visam a contribuir para economia de combustíveis fósseis e preservação do meio ambiente

Representantes da CPFL Energia e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) formalizaram – na semana passada, último dia da 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas – protocolo de intenções para o desenvolvimento de inovações voltadas ao mercado de veículos elétricos.

A iniciativa tem como objetivo o estudo de características técnicas para aprimoramento tecnológico de um modelo de motocicleta elétrica importada pela CPFL, de modo a contribuir para a economia de combustíveis fósseis e para a preservação do meio ambiente. O veículo é silencioso e não emite gases tóxicos causadores do efeito estufa.

De acordo com Luiz Antônio Rossi, coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Unicamp, responsável pelas pesquisas, elas se concentrarão em questões como a otimização da tração do veículo em diferentes condições de uso e tipos de terreno encontrados no
Brasil, ampliação de autonomia e redução do tempo de recarga da bateria.

Mais autonomia – Atualmente, o veículo percorre 50 quilômetros com a bateria completamente carregada. Recarregá-la demora quatro horas. O projeto pretende elevar a autonomia para 150 quilômetros e reduzir o tempo de recarga para duas horas. O custo por quilômetro percorrido gira em torno de R$ 0,01. “Um dos principais gargalos para atingirmos esses objetivos é o sistema de bateria, que, por ser de chumbo ácido, é muito pesada, tem vida útil pequena e tempo de recarga elevada. Elas deverão ser substituídas por baterias de íon lítio, que têm potência maior e são mais resistentes. Com isso, teremos tempo menor de substituição e conseguiremos vencer distâncias maiores”, informa Rossi.

Outra característica da moto importada a ser transposta é o condicionamento da potência, que envolve o sistema formado por bateria, parte mecânica e tração. “Além de estudarmos motores de ar comprimido, o projeto inclui a criação de uma logística de mercado para a recarga de baterias em lojas especializadas, em troca de uma espécie de cartão de abastecimento”, explica.

Veículo sustentável – Segundo Rossi, o desafio do Nipe é grande por envolver o desenvolvimento responsável do ponto de vista tecnológico, ambiental e social. “Essas pesquisas deverão ser realizadas num prazo de seis meses, quando a CPFL Energia deve importar cerca de 50 novas unidades da moto elétrica para adaptação tecnológica e comercialização”.

O vice-presidente de gestão de energia da CPFL, Paulo Cezar Coelho Tavares, informou que, nos últimos quatro anos, a empresa firmou parcerias com a Unicamp em 26 projetos de pesquisa, dos quais 16 foram encerrados com resultados positivos, em um valor global de cerca de R$ 26 milhões. “Esse projeto que acaba de ser lançado certamente terá êxito, pois trará mais qualidade de vida para as pessoas e um futuro melhor para o planeta”, afirmou.

Da Agência Fapesp

Alunos da CPTM concorrem a prêmios na exposição Inova Senai

Alunos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) tiveram três trabalhos selecionados para participar da exposição Inova Senai 2008 e concorrer à premiação oferecida pela instituição nas categorias Equipamentos, Manutenção e Segurança no Trabalho. Além dessas, existem outras sete categorias que participam da disputa, que englobam as unidades do Senai de todo o Estado de São Paulo. A seleção repete o bom desempenho registrado pelo Centro de Formação Profissional Engenheiro James C. Stewart nos últimos anos. A lista com os projetos que participarão da mostra foi divulgada no início deste mês. Ao todo, foram inscritos 39 trabalhos de docentes e 149 de alunos. Desses, 87 obtiveram classificação.

Medalhas 2005/2006 – Este é o quarto ano consecutivo em que alunos da CPTM emplacam projetos a mostra, cujo objetivo é desenvolver a atitude inovadora por meio da criação de desenvolvimentos construtivos: softwares, hardware, peças, produtos, máquinas, ferramentas, instrumentos, equipamentos, processos e projetos de pesquisa aplicada e desenvolvimento experimental de interesse do Senai, da indústria e da comunidade.

Em 2005 e 2006, os representantes da CPTM trouxeram medalhas com os projetos Sempre-On (3° lugar) e Always Ligth (campeão), respectivamente. Neste ano, a exposição Inova Senai deverá ocorrer entre 29 de setembro e 5 de outubro, em São Paulo. Da Assessoria de Imprensa da CPTM

Trabalhos selecionados

• Máquina esmerilhadora de núcleo de jacaré (categoria Equipamentos). A proposta dos alunos Marcelino Dias de Oliveira e Marcelo de Souza Abreu é a construção de um dispositivo para o esmerilhamento do núcleo do jacaré – parte central do aparelho de mudança de via (AMV). Com a possibilidade de ser operado por qualquer empregado da manutenção, o equipamento permitirá a diminuição do tempo de execução desse tipo de serviço.
• Sistema Eletrônico para Prevenção de Travamento de Rodeiros – Septro (categoria Manutenção). Com o objetivo de diminuir ou mesmo zerar as ocorrências de travamento dos rodeiros (rodas do trem), os estudantes Eder Luis Evangelista, Edigar Freires Lucas, Evandro Guimarães Lopes e Gilson Oliveira de Brito criaram sistema eletrônico que informa, por meio de interruptores térmicos, sinalizadores sonoros e luminosos, quando há algum problema nos rolamentos.
• Cancelok (categoria Segurança no Trabalho). Trata-se de trava eletrônica desenvolvida por André de Souza da Silva, Douglas Rodrigues Pereira, Fábio Júlio da Luz, Luis Gomes do Nascimento e Luiz Fernando Pereira Leme. Como forma de assegurar proteção aos usuários, o Cancelok impede que os pedestres levantem as cancelas das passagens de nível quando essas forem acionadas.

Usuário terá bilhete único integração Metrô-carro e novos estacionamentos

Projeto beneficiará, inicialmente, passageiros das estações Corinthians – Itaquera, Linha 3-Vermelha, e Imigrantes, Linha 2-Verde

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) lançará até o fim do ano projeto-piloto do Programa Metrô Fácil Estacionamento, que prevê o uso de bilhete único para a integração Metrôcarro. Inicialmente, a criação da novidade será em duas estações, Corinthians – Itaquera, da Linha 3-Vermelha, e Imigrantes, da Linha 2-Verde. O cartão poderá ser adquirido e carregado com créditos no próprio local do estacionamento ou em todas as estações do Metrô e postos autorizados da São Paulo Transportes (SPTrans), vinculada à prefeitura paulista.

Ao pagar o valor do estacionamento com o cartão, o usuário terá direito a 12 horas de estadia para o carro e a duas viagens de Metrô (ida e volta), dentro desse mesmo período. Para isso, bastará encostar o cartão no validador. Caso o usuário ultrapasse as 12 horas, será cobrado R$ 1 a mais
por hora. Até o momento, o valor da integração não foi definido.

Além dos lugares destinados a automóveis, os estacionamentos terão espaço para motos e bicicletas. Na estação Corinthians – Itaquera serão 250 vagas nesta primeira fase; posteriormente, outras 300 serão acrescenta- das, totalizando 550 lugares. Na Imigrantes, o estacionamento oferecerá 117 vagas.

O objetivo é incentivar os motoristas a deixarem o carro parado e seguirem de transporte público para os seus destinos. Trata-se de uma alternativa para desafogar o trânsito na cidade e proporcionar mais rapidez aos deslocamentos. Além disso, o projeto visa a reduzir a emissão de poluentes e melhorar a qualidade de vida de quem vive na cidade.

O Metrô pretende criar 16 estacionamentos em pontos estratégicos ao longo das linhas. A definição dos locais será baseada em levantamentos preliminares de demanda.

Das Assessorias de Imprensa do Metrô e da CPTM

CPTM: mais estacionamentos

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que já oferece estacionamentos para carros nas proximidades de algumas estações, colocou mais um em operação com 48 vagas gratuitas para bicicletas. Inaugurado na semana passada, ao lado da Estação Jandira, na Linha 8-Diamante (Júlio Prestes – Itapevi), é o quinto instalado em área da companhia por meio de parceria com a iniciativa privada e integrado a estações de trem ou do metrô.

“Nosso objetivo é incentivar as pessoas a irem de carro somente até os estacionamentos (que cobram preços populares) e continuar o trajeto de trem e Metrô, por meio das integrações gratuitas”, afirma Renato Bellelis, gerente de Marketing e Desenvolvimento de Novos Negócios da CPTM “. Além disso, pretendemos locar os espaços desocupados da companhia, para aumentar a receita não operacional”.

Metrô/EMTU – Os outros estacionamentos populares que funcionam em áreas da CPTM ficam junto à Estação Comandante Sampaio, na Linha 8-Diamante, e às estações do Metrô Arthur Alvim (duas unidades) e Patriarca, ambas na Linha 3-Vermelha. Nos próximos 90 dias, outros quatro deverão ser postos em funcionamento, junto às estações Guaianases (Linha 11-Coral), Jaraguá e Pirituba (ambos na Linha 7-Rubi) e São Caetano (Linha 10-Turquesa).

A empresa também oferece bicicletários aos usuários. Além do de Jandira, já conta com outros 13 gratuitos que, juntos, oferecem 4.075 vagas. Esses espaços dispõem de iluminação, piso de concreto e segurança para controlar os acessos e preservar as bicicletas estacionadas. O serviço é gratuito
e para utilizá-lo basta fazer um cadastro mediante apresentação de RG, e levar o próprio cadeado para prender a bicicleta. Excepcionalmente, na unidade de Mauá cobra-se pelo serviço a diária de R$ 1,00.

Vale lembrar que o Metrô possui um bicicletário com 100 vagas, na Estação Guilhermina – Esperança. A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP) também conta com um estacionamento, para 40 bicicletas, no Terminal Metropolitano de São Bernardo do Campo, atendendo aos usuários do Corredor São Mateus – Jabaquara.

Mais estacionamentos perto das estações de trem da CPTM

Entrou em operação na semana passada um estacionamento para carros ao lado da Estação Jandira, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Linha 8-Diamante (Júlio Prestes – Itapevi). Oferecendo também 48 vagas para bicicletas, esse é o quinto estacionamento instalado
em área da companhia por meio de parceria com a iniciativa privada e integrado a estações de trem ou do Metrô.

“Nosso objetivo é incentivar as pessoas a deixarem o carro nos estacionamentos, que cobram preços populares, e continuarem o trajeto de trem ou Metrô, por meio das integrações gratuitas”, afirma Renato Bellelis, gerente de Marketing e Desenvolvimento de Novos Negócios da CPTM. “Além disso, temos interesse em locar os espaços desocupados da companhia, para aumentar a receita não operacional”. Os outros estacionamentos populares que funcionam em áreas da CPTM estão instalados junto a Estação Comandante Sampaio, na Linha 8-Diamante, e às estações do Metrô Arthur Alvim (duas unidades) e Patriarca, ambas na Linha 3 – Vermelha.

Mais quatro – Nos próximos 90 dias, outros quatro estacionamentos deverão entrar em operação, próximos às estações Guaianases (Linha 11 – Coral), Jaraguá e Pirituba (ambos na Linha 7 – Rubi) e São Caetano (Linha 10 – Turquesa). A empresa possui outra área locada para estacionamento
na Rua Funchal. Embora esteja perto da Estação Vila Olímpia, na Linha 9 – Esmeralda (Osasco – Grajaú), esse empreendimento não tem o propósito de atender os usuários do sistema, pois devido à grande demanda e à falta de local para deixar os carros, os preços cobrados seguem os praticados no mercado.

Da Assessoria de Imprensa da CPTM

Bicicletários gratuitos

Além do bicicletário instalado na Estação Jandira em operação, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos conta com outros 13, todos gratuitos, com exceção da unidade de Mauá. Juntos, oferecem 4.075 vagas. Esses espaços contam com iluminação, piso de concreto e segurança para controlar os acessos e preservar as bicicletas estacionadas. Para utilizá-los, basta fazer um cadastro mediante apresentação de RG, e levar o próprio cadeado para prender a bicicleta.
Confira:
Linha 7 – Rubi: Caieiras (65 vagas) • Linha 8 – Diamante: Itapevi (70 vagas) • Linha 10 – Turquesa: Mauá (1.700 vagas) • Linha 9 – Esmeralda: Pinheiros (90 vagas), Jurubatuba (255), Autódromo (255), Primavera-Interlagos (250) e Grajaú (180) • Linha 12 – Safira: Itaim Paulista (250 vagas), Jardim Helena/Vila Mara (250), Jardim Romano (240 vagas), USP Leste (270) e Comendador Ermelino (200)

Alunos da Poli USP criam veículo para participar de competição em Interlagos

Alunos de Engenharia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) voltam às pistas do Kartódromo de Interlagos para disputar a Maratona da Eficiência Energética, evento que desafia estudantes de engenharia das universidades brasileiras a desenvolver veículos de alta performance e ecologicamente eficientes.

O veículo criado pelos alunos do Programa de Educação Tutorial Mecânica da Poli/USP será apresentado hoje (22), às 17 horas, no auditório do Departamento de Engenharia Mecânica. Trata-se de um projeto compacto, com 2,5 metros de comprimento, 75 centímetros de largura e 25 quilos de peso. Essas medidas são significativamente menores que as do veículo desenvolvido pela mesma equipe em 2007, com o qual conquistaram o 5º lugar na competição.

Neste ano, a meta dos universitários foi desenvolver um veículo robusto, que reunisse aperfeiçoamentos e inovações em aerodinâmica e nos sistemas de direção, suspensão, cubos de rodas, ergonomia, segurança e conforto. O projeto tem patrocínio da Mapfre Seguros do Brasil, Associação Brasileira de Materiais Compósitos (Abmaco), Proart, Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) e MVC Componentes Plásticos.

Motor mais leve – O carro da Poli, denominado i9, é um conjunto que integra estrutura e carenagem em tecido de fibra de vidro – que substitui a tradicional manta – e combina materiais leves e de alta resistência, como fibra de carbono e kevlar. Para reduzir o consumo de gasolina por quilômetro rodado, os alunos optaram por motor menor e mais leve. “Não há necessidade de um propulsor de grande capacidade volumétrica para uma prova desenvolvida à velocidade média de 25 quilômetros por hora, em pista plana, para o deslocamento de um conjunto tão leve. Tal mudança permitiu diminuição de 50% do consumo de gasolina”, explica Daniel Toledo, capitão da Equipe Poli/Mapfre de Milhagem.

A Maratona da Eficiência Energética tem seu regulamento registrado na Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), também responsável pela supervisão da competição. O objetivo do evento é pesquisar o rendimento energético com diferentes tipos de combustão e incentivar a criatividade dos
futuros engenheiros automotivos quanto a soluções para as questões ambientais e de energia.

Da Assessoria de Imprensa do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli

Características do i9
• Comprimento de 2,5 metros (35 centímetros mais curto que o modelo de 2007)
• Largura de 75 centímetros (20 centímetros mais estreito)
• Peso de 25 quilos (15 quilos mais leve)
• Carenagem recebeu entradas de ar para refrigeração do motor, menor área frontal e queda mais suave da parte traseira. Foi laminada com tecidos de fibra de vidro e resina éster vinílica, permitindo redução de massa de 50%, para 10 quilos
• Cockpit desenvolvido pelo moderno processo de infusão que, auxiliado pelo vácuo, permite desenvolver componentes de alto desempenho em materiais compósitos. Foram utilizados carbono, kevlar, fibra de vidro e núcleos diversos
• Volante removível, como nos carros da Fórmula 1 e Stock Car
• Sistema de direção desenvolvido para obter maior precisão, menores perdas e controle mais eficiente
• Suspensão, sem molas e amortecedores, baseia-se em projeto especial para os cubos das rodas com rolamento para a redução de atrito, favorecendo melhor desempenho global

Escolas da rede estadual de ensino traçam estratégias para atingir metas

As 5.537 escolas estaduais têm compromisso marcado para o dia 27 de agosto. Nessa data, devem reunir suas equipes a fim de identificar as estratégias necessárias para atingir as metas estabelecidas para o ano. A data, definida pela Secretaria da Educação para incentivar os profissionais da educação a realizar esse trabalho, foi apelidada de Dia do Saresp e Idesp.

Essas metas foram definidas com base no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp), criado em 15 de maio. Seu cálculo, efetuado para cada unidade educacional, leva em conta as notas dos estudantes no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) e a taxa de crianças na série adequada para a idade.

A EE Major José Marcelino da Fonseca, por exemplo, alcançou a nota 5,42 (de 0 a 10) no índice de 2007 e tem a meta de chegar a 5,50 no próximo, a ser divulgado só no ano que vem. A unidade ficou em primeiro lugar na região Norte, onde está localizada, e no segundo entre todas as da capital. Comporta 840 alunos e abrange o ensino de 1ª a 4ª séries.

O índice médio no Estado para essas séries é de 3,23 e o objetivo traçado pelo governo é chegar a 7 até 2030. O ensino médio apresentou o pior desempenho geral e chegou a uma média no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) de apenas 1,41, com meta de alcançar 5, e o segundo ciclo do ensino fundamental (de 4ª a 8ª séries) deve cravar nos 6 até 2030.

Mônica Maschietto, diretora da José Marcelino, tem confiança de que a escola chegará ao objetivo determinado em 2008. “Isso porque a gente tem em mãos as pistas do que deve perseguir”, informa. Ela se refere à divulgação das notas do Saresp por matéria e aluno. “É a primeira vez que a gente tem tudo bem definido, para localizar as deficiências e o que devemos reforçar”, observa.

“O que o aluno ainda não dominou tem de ser revisto”, emenda a coordenadora Jusmara Célia Massutti. Reunidas com a vice-diretora Inizeth Pereira Suto, aproveitam um dia do recesso de julho para elaborar a pauta a ser debatida no Dia do Saresp e Idesp. “A gente está se preparando faz tempo”, conta Inizeth. As educadoras criaram material para as discussões com os outros integrantes do corpo docente – 31 professores. Imprimiram apostilas com os resultados do Saresp divulgados no site da secretaria, que abrangem notas por aluno e análise do desempenho. “No dia 27 de agosto vamos fechar esse planejamento”, assegura Mônica, que ressalta o benefício de ter um dia específico para isso.

Marco importante – Maria de Lurdes de Oliveira, a diretora da EE Irmã Gabriela Maria Elisabeth Wienkem, também considera o dia um marco importante para o estabelecimento de objetivos. “Vamos reunir os professores, estudar gráficos criados a partir dos dados do Saresp e planejar uma recuperação paralela para os alunos em função disso”, planeja.

A escola dirigida por ela situa-se numa região carente de Osasco, o Jardim Roberto. Funciona com 80 professores e atende a 1.350 alunos dos dois ciclos do ensino fundamental, além de 360 adultos no período noturno do curso fundamental do Educação de Jovens e Adultos (EJA). Recebeu avaliação ruim no Idesp: o ensino fundamental do primeiro ciclo ganhou nota 1,73 e tem como meta chegar a 1,89. O segundo ciclo começou a funcionar este ano e, por esse motivo, não foi avaliado. “Ficamos todos tristes com o resultado”, lamenta Maria de Lurdes.

Ela considera que um dos motivos do resultado negativo é a falta de interesse de pais beneficiados pelo Programa Bolsa-Família, do governo federal, no desempenho escolar dos filhos. “Aqui temos 660 estudantes cujas famílias fazem parte do programa, e a maioria delas se preocupa com a assiduidade dos filhos, para não perder o benefício, e não com o seu aproveitamento escolar. Por exemplo, sempre promovemos aulas de recuperação, mas poucos jovens participam”. Por isso, uma das estratégias já pensadas pela equipe para a melhora do aproveitamento é atrelar a recuperação paralela à contagem da presença, além de promover palestras que aproximem os pais da escola e motivem os estudantes. Segundo a diretora, essas ações serão definidas no Dia do Saresp e Idesp.

Da Agência Imprensa Oficial